Hoje eu acordei pensando no que eu poderia escrever... Sobre as mais diversas tristezas, sobre como como as coisas não dão certo, ou até dão por um curto espaço de tempo mas, como nós, tão pequenos poderíamos medir o tempo, para mim ou pra você? Poderia também escrever sobre o que é certo, de fato, ou até mesmo sobre as tristezas de alguém. Mas, eu sempre soube que a tristeza não tem fim, já dizia o poeta, as coisas que te trazem felicidade, ao que tudo indica, sim! O que é certo? Será que seria certo forçar alguém a ficar com você, mesmo você já não gostando de ficar com essa pessoa ou já nem gostando de ficar com você. Será que o final feliz não é simplesmente o final. E assim, assim quem sabe você poderá ser feliz? Poderia escrever sobre essa cidade sem estrelas, ou sobre a falta que as pessoas queridas nos fazem, ou sobre os amigos, há, sobre os amigos sempre tão queridos e sempre tão distantes. Poderia falar que quero voltar incessantemente para o últero da minha mãe ou pra qualquer lugar que possa substitui-lo AGORA, mas não... Não vou falar sobre a falta que faz a vodka, o colo e os dias felizes que os meus amigos me dão sempre que eu preciso, também não hei de falar sobre a mulher MARAVILHOSA que eu queria poder me tornar amanhã (ou ontem, já que vim dela) e nem sequer da falta que as estrelas me fazer nesse lugar, já que as vezes não é a sensação nem de tê-las, de fato, mas de ter a segurança de saber que elas estarão sempre lá, me olhando, bonitinhas, ausentes, frias e distantes. Poderia escrever, talvez, sobre feridas já cicatrizadas, aquelas que tanto doeram e que hoje já não me remetem à mais nada, mas por que então eu falaria delas? Pra ter certeza de que nenhuma delas andou doendo mais do que deveria, ou abriu, ou apenas pra ter certeza que nenhumas delas se curou, de fato. Há Deus... Mas não vou escrevr nada disso, por que hoje eu acordei de alma leve, pensei nele já de manhãzinha, sorri, abri a janela e vi que apesar de toda a fumaça e a poluição o tempo continua certo, ainda que pouco, pra me dividir entre adorar as estrelas, amar a minha mãe, ser louca pelos meus amigos, lembrar das feridas que já se curaram, deixar de lado as tristezas que não são poucas, mas já passaram, curtir os dias que virão e tanta coisa maravilhosa que acontecerá, e ainda me reste tempo pra amar os problemas que terei e as feridas que virão, tenho ainda mais tempo para amar a sua barba, seu jeito desleixado de ser, e ainda vai sobrar quase todo o tempo que preciso pra me amar, então hoje, não vou escrever sobre nada ruim, só sobre o meu amor, por mim.
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Um dos melhores, Ju.
ResponderExcluirTe amo, minha estrelinha brilhando, distante e QUENTE.